Quando a gente se emociona e vicia numa música de uma banda "emo", é sinal que a coisa tá pior do que parecia.... Ainda mais quando a música é basicamente tudo o que você gostaria de dizer e não consegue.
Eu acho que dessa vez eu vou até o final... Esperando que isso seja apenas um prelúdio mesmo. Daqueles que anunciam um maravilhoso concerto. Porque a canção que esse sentimento me inspira é linda, uma obra-prima digna dos maiores compositores.
E essa música do Anberlin, apesar de bem boba, diz tudo.
Você me desmonta. E, ao mesmo tempo, me conserta.
2.2.10
Dismantle, repair
23.1.10
Update
Sonhos cheios de significados, textos que surgem no meio da madrugada, quando estou cansada demais para escrever, mudança radical de trabalho....
Ainda preciso me acostumar. Além de tradutora, agora sou analista de suporte de TI, mesmo sem saber quase nada, ou muito pouco, sobre isso. Trabalhar no segundo turno, chegar em casa após as onze da noite, ter uma rotina, bem cansativa, devo acrescentar, tem me ajudado muito a alcançar o equilíbrio de que eu tanto necessito. Pensei em desistir por não ter conhecimento suficiente na área... Sou apressada, quero aprender tudo de uma vez, não aguento não saber!! Mas a satisfação de trabalhar numa grande empresa, de saber que você pode crescer, ver coisas novas, conhecer pessoas, fazer contatos, expandir o horizonte, isso tudo compensa essa sensação de ignorância que, com certeza, é passageira. Pode ser que eu me dê bem, quem sabe? O importante é não deixar as oportunidades passarem. E, como boa workaholic, não deixar de lado o que eu fazia. Quando eu comecei a trabalhar com tradução, também não tinha o conhecimento que possuo hoje, quase dez anos depois. E o lado positivo de trabalhar num ambiente repleto de geeks, é que eles sempre estão dispostos a te ajudar. Agora, além de ser verdadeiramente nerd, meu nome é trabalho, novamente, e estou feliz com isso, pois deixou de ser uma válvula de escape, uma forma de me esconder dos problemas. Hoje, eu trabalho porque gosto, e essa é minha opção - levar a vida a sério novamente, fazer planos e projetos, por mim, para poder compartilhar.
Não sou muito fã dessa prática de escrever como se isso aqui fosse um diário....
Vim aqui apenas para não deixar este blog às moscas, porque eu amo muito esse meu espaço.
E para prometer para mim e para o mundo virtual que, embora eu esteja envolvida com o mundo técnico e frio dos computadores, não vou esquecer de escrever. Minha alma continua aqui, quente e viva, pulsando mais do que nunca.
A esperança ressurgiu. Fênix, indeed!
Tudo novo, de novo...
11.1.10
Onze do um
"Mover-se é viver, dizer-se é sobreviver".
Sábia frase do Fernando Pessoa-Bernardo Soares em seu Livro do Desassossego.
Como bem disse minha amiga Cecilia, mesmo sem esperança, a mudança há de ocorrer. A vida não para, segue seu curso independente de querermos, esperarmos, agirmos... Quando a gente se move, especialmente na direção em que brilha uma luz, ainda que trêmula e frágil, e ainda que sem esperar nada, tudo se transforma. A gente muda, se desnuda, olha no espelho com outros olhos. O tão temido espelho.
O que é o nosso mundo senão o reflexo de como somos e nos sentimos quando estamos a sós com nossos fantasmas e sem ter como esconder o que mascaramos o tempo todo?
Eu, que de tão transparente, vez ou outra desapareço para mim mesma e perco a vontade de ser quem eu sou, fico desejando a frieza, me guardo quando quero mostrar. Esqueço de viver, e até mesmo de sobreviver. Não movo, nem me movo. Não digo, nem escuto. Resolvi que não mais. Não neste ano. Sentir não é sofrer, é apenas sentir. Quando a frieza impera, não enxergamos nada além do próprio umbigo. E o meu, apesar de limpinho e enfeitado por um piercing, já me cansou, faz tempo. Sair da caverna é difícil? Muito. Mas a escuridão e os ecos que a povoam são muito piores.
Comecei este ano com muitas confusões, desilusões, desesperanças. Continuo sem expectativas, e concluí que esta é a melhor maneira de encarar o meu mundo neste instante. Apenas como forma de não me machucar ainda mais. Essa mania de colocar as emoções em primeiro lugar, coisa de que tanto reclamo, é e sempre será uma das minhas maiores virtudes - e, de certa forma, o meu inferno, pois nem todos aceitam o envolvimento sem temer um laço, uma prisão, sem encarar como uma pressão, um compromisso. Os meus relacionamentos, tanto de amizade como amorosos, sempre são prioridade. E concluí, também, que isto não me incomoda mais. Não tenho como fugir dessa Anana que me conduz, e é esse sentir que me faz mover. Para fora e dentro de mim.
2010 é apenas mais um ano. Sem depressões ou negativismo. É um ano que deve ser construído, sentido, vivido. Viver, e não apenas sobreviver. Fazer, e não só dizer. Outra tendência que preciso quebrar - o falar e não cumprir. Querer mudar e não trabalhar para que isso ocorra. De que vale um propósito se não o seguimos? É como ter uma religião apenas da boca para fora. Ou torcer cada hora para um time. Não funciona...
A principal mudança já ocorreu. Após anos trabalhando como autônoma, decidi me render a um emprego fixo novamente. Em uma multinacional, trabalhando em uma área totalmente nova para mim. Sair da zona de segurança, talvez essa seja a grande inovação deste ciclo. Permitir novamente que os sentimentos, quais sejam, - o medo e a ansiedade, inclusive - continuem como parte mais preciosa de quem sou. É assim que eu cresço a cada dia mais, aprendo, permito que um pedacinho de todas as coisas e pessoas fique aqui dentro, e deixo no mundo a minha marca. Por menor que ela seja - e é.
A vida é um tremendo exercício de paciência, é como escrever um livro.
De desassossego, por quê não?
Mas que tédio viver uma vida sossegada e sem surpresas, não é mesmo?
31.12.09
Ano Novo?
2010, inevitável e batendo à minha porta, no último dia deste ano infernal. Na verdade, nem processei direito os dias e acontecimentos de 2009, foi muita coisa para minha pobre cabeça que ferve e gira.
E agora vem mais um ano. Eu nem sei o que pensar.
Eu gostaria de desejar mil coisas, ter centenas de milhares de esperanças, e toda aquela baboseira nostálgica e melancólica, pseudo-mimimi que a gente sente em dezembro, mais especificamente na hora em que os fogos explodem e a rolha do champanhe sai voando. O problema é que esta que vos fala está sem forças. Tanto físicas como emocionais. Sabe quando tudo, mas tudo mesmo, dá errado? Pois é.
Nada é tão ruim que não possa piorar... E eu não consigo enxergar a tal da luz no fim do túnel, ou seria acima da minha cabeça? (pois eu me sinto no fundo de um poço bem fundo, cheio de lama...)
Neste 31 de dezembro a minha resolução é: não esperar porra nenhuma.
Da vida, das pessoas, do universo.
Esperança morre, viu. A minha, tadinha, foi assassinada por diversas mãos, inclusive as minhas próprias...
Eu continuo em Marte e daqui os fogos são apenas pontinhos piscando nessa bola azul que chamamos de Terra. As estrelas continuam mais brilhantes. E, no entanto, tudo o que vemos delas são suas antigas fotografias...
Pra você que ainda acredita, pessoa sortuda e bizarra, Happy New Year... ou whatever...
28.12.09
25.12.09
Urbanoids
Projeto para publicar contos, minicontos, devaneios e grafites literários, junto com meu querido amigo Rodrigo, Enxaqueca, Gé, Bier... Não importa o nome, ele escreve absurdamente bem.
Enjoy!
http://www.grafiteliterario.blogspot.com/
Reflexão para o fim do ano
22.12.09
Segurança? Mãos seguras?
Só as de Deus mesmo...
Como em todas as outras vezes, é o momento de me levantar , sair da escuridão, repensar meus conceitos, limites, desejos...
Brincar de Fênix e voltar pra Marte. Dr. Manhattan way of life - funciona melhor, não machuca.
Pra alguém que vive com intensidade as coisas do coração, o remédio é congelar, não tem jeito.
Dá certo. O problema é quando aparece alguém e derrete o iglu.
Acredito que a solução ideal é ficar bem longe do calor.
O pior é que o verão está só começando....
Alguém me leva pra Europa?












