20.10.11

Peito aberto


E aqui estou, aos vinte e nove, com o universo me entregando desafios, ensinando lições díficeis de desapego e aceitação dos desencontros, me ajudando a largar os vícios de adolescente e me tornar, de fato, mulher. Meus braços estão escancarados, aguardando o que há de novo, os sentimentos, as conquistas, os aprendizados incessantes. Nesta montanha-russa, ou roda da fortuna, todos os estágios são pertinentes. É na hora da queda que conseguimos dar valor a cada vez que a roda volta a subir. É olhando de fora que conseguimos enxergar tudo o que passamos no curto espaço de um ano. Ano novo, vida nova. Vinte e nove calendários folheados, vinte e nove sequências de doze meses que se repetem e não tem nada de igual.

Eu hoje me considero uma pessoa madura. Renovada. Pronta para encarar a vida de peito aberto, com todos os espinhos e cortes e decepções... Mais preparada ainda para a felicidade, pois sei reconhecê-la.
Por quanto tempo me escondi entre paredes de medo, ferro, tijolos e gelo. Não mais. Meu coração pulsa do lado de fora, vermelho de amor e vida, cansado de se esconder atrás de lágrimas e autopiedade. A dor existe e sempre haverá, porém a maneira como encaro a dor hoje mudou. Se machuca, eu choro, enxugo os olhos, levanto a cabeça e me preparo para a próxima batalha. Sejam elas alegres ou tristes, estou certa que todas as situações que vivi foram mais do que necessárias para que eu entendesse o mundo e me entendesse melhor.

Por isso hoje peço: venha, vida, ateie fogo a este coração, derreta todo o gelo e continue me presenteando com todas as maravilhas com as quais tenho sido agraciada! Mal posso esperar para saber quais serão os próximos capítulos...

0 leitores: