14.9.11

Vespertine

A brisa gelada desta tarde cinzenta 
sopra fraca, vazia, insensata nas paredes do meu coração
Tentando me convencer de que a beleza não existe.
Em vão.

Olho para o céu. É tudo branco, fresco, pálido. 
A primavera ensaia sua chegada com tímidas flores que desabrocham em galhos 
ainda levemente ressecados pelo inverno

Teus olhos, passageiros permanentes do meu inconsciente, iluminam como um farol o caminho de volta e o calor permance, vencendo o gelo que ameaça o que há de bom. 
O coração bate quente e colorido, protegido pelas flores que os teus beijos plantaram

Os pingos da chuva tocam minha pele e desaparecem.
As nuvens correm e me levam até você.
É tudo quente, repleto de cores, real
e dentro de mim os jardins não param de florescer.

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